sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Sobre Asiáticos, a Borgonha e o Famoso Vinho Branco.

Esta é outra sobre ficar procurando até achar. 
Uma viagem atrás de uma garrafa de vinho, literalmente.

Foi em 2013, estávamos no interior da Borgonha tentando achar algum vinhedo Montrachet para visitar, tirar foto, enfim, conhecer. Após perguntar para vários camponeses da região (a maioria não fazia idéia do que estávamos à procura), e entrar em vilarejos onde não se avistava uma alma viva, fomos parar à frente da pedra fundamental do famoso vinhedo Chevaliers - Montrachet. Minha esposa é uma heroína de me acompanhar, ainda bem, hehe. Tiramos foto, ficamos ali por uns cinco minutos. Quando íamos embora avistamos ao longe dois automóveis vindo em linha reta, em nossa direção, em alta velocidade, uma nuvem de poeira atrás dos carros, uma cena de filme.

Ficamos olhando atentamente os carros se aproximarem e eles pararam onde estávamos. Começou a descer gente que não acabava mais, no início fiquei surpreso, depois achei engraçado. Um rapaz conduzia a todos, muito simpáticos, e foram abrindo garrafas de Montrachet e nos servindo a todos. Eu estava muito surpreso. How much should I pay? For free! For free! respondeu o rapaz. Era um grupo de turistas que estavam a visitar a Maison Latour e foram brindar com Montrachet em frente aos vinhedos.

Minha esposa tirou a foto


Mais uma dessas histórias que ficarão para sempre na memória. Um brinde!!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Monvínic - Barcelona



Gostaria de iniciar essa postagem falando somente sobre as belezas dessa cidade singular que é Barcelona. Mas é difícil também não citar e ficar profundamente triste com os acontecimentos e as mortes nas Ramblas, de pessoas inocentes, atropeladas por terroristas covardes. E pensar que duas semanas antes dos atentados estávamos andando por aquela rua, sem fazer idéia que um dia isso poderia acontecer. Muito triste. Mas, como disse o rei da Espanha outro dia:  "Barcelona não esteve , nem estará, sozinha". "Esse ataque vil e covarde, esse assassinato que matou e feriu tantas pessoas e que nos emocionou a todos não nos vence, não vence os nossos valores, a nossa convivência, a nossa democracia e o nosso respeito pelos direitos humanos".



Fomos à Barcelona e eu com a idéia fixa de conhecer a Monvínic. Jancis Robinson fala da Monvínic como um "templo para connoisseurs", mas também que "qualquer amante de vinhos que tenha oportunidade, deveria passar grande parte de sua vida lá". Então, e animado com isso, fomos conhecer esse famoso wine bar e loja de vinhos de Barcelona.









Os vinhos os clientes escolhem em um Tablet, coloca-se numa lista de desejos e depois é só solicitar ao sommelier. Escolhemos em taças, para poder provar alguns.







Para iniciar, escolhemos um Cava rosé.




















E queríamos provar somente vinhos espanhóis? Não necessariamente, respondemos. Então escolhemos 4 vinhos brancos: Verdicchio italiano, Sauvignon Blanc e Blend de Riesling, SB, Pinot Gris e Grüner Veltliner da Nova Zelândia, Grüner Veltliner austríaco .















E depois,  4 tintos: Albillo, Trepat e Garnatxa espanhóis, e um Blend de Grenache e Mourvédre da África do Sul.
O Trepat foi o vinho do dia! Excelente.













Já que estávamos na Espanha foi uma oportunidade de provar Jerez, uma taça de Valdespino Amontillado e uma taça de  Emilio Hidalgo Oloroso. (para provar né?)












Terminamos com uma taça de Champagne.





E você pode conhecer o produtor enquanto prova o seu vinho. Bom não é?

Valor da conta.

Com a Sommelier da Monvínic Isabelle Brunet

Valeu muito a experiência. Recomendo!!

http://www.monvinic.com/
Calle Diputació 249 Barcelona.


domingo, 13 de agosto de 2017

Mesón José Maria - Segóvia

Em Segóvia, fuja das multidões que se aglomeram próximo ao aqueduto romano e vá no Mesón José Maria ( dica do Prof Arthur Azevedo, valeu!). Mesmo que haja uma multidão lá dentro também, rsrs e isso é indicativo que o restaurante é bom mesmo, vale muito a pena esperar, e foi o que fizemos.


Um restaurante no interior da Espanha, onde você pede um copo de vinho e os acompanhamentos já na entrada, tem que ser muito bom mesmo.

Um ambiente muito agradável e acolhedor. Pedimos o cochinillo assado e para beber, o vinho da casa, uma mescla de Tempranillo, Cabernet sauvignon e Merlot ( Pago de Carraovejas) , de Ribera del Duero, claro! Como acompanhamento, uma salada, batatas fritas e pão. 


O ritual de cortar o cochinillo com o prato foi devidamente filmado.


video


Valor total do almoço: 89,38 Euros.
Um grande restaurante, uma grande experiência. Um brinde!
http://www.restaurantejosemaria.com/




sábado, 12 de agosto de 2017

Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 2) - Dal Forno Romano.

Esta é a segunda parte de nossas visitas ao redor de Verona, dessa vez fomos visitar a Dal Forno Romano. Situada fora da área de Valpolicella clássico, em Cellore d'Illasi.
Fomos recebidos pelo Luca Dal Forno, filho do proprietário, que gentilmente nos recebeu e apresentou a Vinícola.



Neste vídeo sobre a produção do vinhos da Dal Forno, vemos o método de secagem das uvas e também a poda, preservando as uvas da parte de cima do cacho, mais concentradas, e mais doces.
https://player.vimeo.com/video/10112011?title=0&byline=0&portrait=0&color=ffffff


A Dal Forno produz apenas 3 vinhos: Amarone, Valpolicella (nos anos não tão bons, em que não há qualidade suficiente para o Amarone), com as uvas Corvina, Corvinone, Croatina, Oseleta e Rondinella, em percentagens que variam conforme a safra, e um Passito, o Vigna Seré, o melhor passito que já provei, disparado. São vinhos que combinam grande concentração e elegância.

Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 2).

Para quem quiser saber mais sobre os vinhos: http://www.dalfornoromano.it/
Infelizmente não tenho os valores que paguei pelos vinhos, nem os preços que a Vinícola os comercializa. Estávamos de saída para o Lago de Garda, mas essa é outra história.
Quem importa para o Brasil é a Mistral.
Saúde!



Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 1) - Giuseppe Quintarelli.

Hoje vamos falar de um dos alicerces do vinho italiano: o Amarone, grande representante do Vêneto. Juntamente com o Barolo, no Piemonte e Brunello na Toscana formam grande tríade do vinho daquele país. O Amarone é um vinho muito particular e faz parte do imaginário dos amantes do vinho mundo afora. Já havia falado sobre esse vinho ímpar aqui e aqui .

O território do Amarone della Valpolicella é o mesmo do Valpolicella, e situa-se na província de Verona.O Amarone é um dos mais carnosos vinhos tintos, exibindo gama ímpar de sabores que lembram geléia de cereja, doce de ameixa, uva passa, pétalas de rosas e especiarias. É feito de uvas desidratadas segundo a tradição das colinas de Verona desde o período bizantino, inicialmente deixando as uvas para secar em casas com largas janelas abertas e, mais modernamente com o uso de ventiladores industriais. Após três a quatro meses, as uvas perdem de 35% a 40% do peso, concentram o açúcar e são afetadas pela Botrytis cinerea.  A mescla envolve uvas Corvina Veronese, Molinara, Rondinella e até15% de outras cepas (locais ou internacionais) entre as muitas autorizadas pela DOC em que ele é feito. O teor alcoólico varia entre 14% ao mais tradicional 16%. Um vinho considerado "enorme", "opulento" por muitos. Eu o aprecio, e a seu estilo.

E foi atrás desses caldos que pudemos conhecer a bela cidade de Verona, cidade que inspirou Shakespeare a escrever o famoso romance Romeo e Julieta (reza a lenda que ele nunca esteve lá), suas histórias e monumentos, e sua Arena romana impressionante.






Na cidade, conhecemos uma loja de vinhos bem bacana, com uma boa diversidade de vinhos do Vêneto e de toda a Itália, espumantes e afins, a Signorvino, recomendo. (Dica do João José, thanks)


http://www.signorvino.com/en/wine-shop/verona

No outro dia, fomos a um local incomum, também pelo fato de não haver placas de sinalização indicando a Vinícola, nem mesmo na própria, mas que todo o apreciador de vinhos sabe onde fica: na localidade de Negrar, a Azienda Agricola Giuseppe Quintarelli.







Fomos recebidos pelo Francesco Quintarelli, que nos apresentou a Vinícola, nos falou dos métodos de produção e contou um pouco da história da família.


 Os vinhos? Como disse minha esposa foram do maravilhoso ao espetacular.

Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 1).


O custo da visita e degustação é de 20 euros por pessoa, muito acessível e uma experiência extraordinária. Os valores dos vinhos (Julho / 2017), estão aqui:


Quem importa para o Brasil é a Mistral.




quinta-feira, 30 de março de 2017

Foz do Arouce Tinto Colheita 2011




O vinho de hoje tem a Classificação de Vinho Regional, das BEIRAS, essa extensa área DO ao centro-norte de Portugal, mais precisamente da cidade de Lousã, próximo a Coimbra.



Vinho produzido por Quinta de Foz de Arouce com Baga e Touriga Nacional. Estagia por 6 meses em barricas de carvalho francês de primeiro e segundo uso. Álcool a 14%.

Vinho de cor rubi, lágrimas grossas e lentas. Aromas de frutos vermelhos, violeta, pimenta preta. Em boca apresenta taninos finos, o que comprova que um vinho com boa e adequada vinificação é capaz de dar maciez e um bom conjunto mesmo a uma casta tânica como a Baga. É harmônico e persistente ao final. Um vinho sem grande complexidade, mas é no palato que demonstra sua maior qualidade. Prazeroso.

Uma boa alternativa para conhecer os vinhos de regiões não tão famosas de Portugal, a um preço justo.



Comprado na Decanter em Florianópolis no dia 30/08/2016 , custou 92,50 reais. Provado em 23/01/2017.

Para saber mais:
http://www.fozdearouce.com/
http://www.fozdearouce.com/produtos/show.aspx?idcont=322&title=Quinta%20Foz%20de%20Arouce%20Tinto%202011&idioma=pt#



quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Excelente Vinho Brasileiro : Guaspari Syrah / Vista do Chá 2012



A sugestão para o post da Confraria Brasileira de Enoblogs deste mês ficou ao meu encargo: Syrah / Shiraz do Novo Mundo, sem limite de preço. Vale um 100% ou um corte, desde que a maior parcela seja desta uva. Provoquei os confrades a postarem sobre a Syrah, um de meus vinhos favoritos, dentre tantos.
Veja o Salvem a Syrah!

África do Sul? Austrália?  Não. O post de hoje é sobre um Brasileiro de estirpe, um puro-sangue corredor comparável a um Hermitage ou a um Côte-rôtie,  Syrahs do Rhône, famosos por sua qualidade.

Produzido pela Vinícola Guaspari em Espírito Santo do Pinhal, cidade paulista quase na fronteira com Minas Gerais. Café que virou uva? Tive que experimentar.




Belo vídeo sobre o Projeto Guaspari:




Vamos ao vinho?



Produzido com 100% de Syrah, do local chamado Vista do Chá. Estagia em barricas de carvalho francês por um período de 12 a 24 meses.

De cor vermelho-púrpura com halo violáceo, lágrimas cor púrpura numerosas, lentas e finas.

Aroma de frutas em compota, amoras, café. Mais linear do que amplo. 

Com boa estrutura em boca, e com personalidade. É macio, caloroso, com taninos finos e de alta qualidade, com boa acidez, exprimindo certa juventude. Intenso e com muito boa persistência. Potente. Proporciona prazer imediato. Álcool a 14% vol. Equilibrado e mais ao estilo Velho Mundo.

Um vinho para ser apreciado com ou sem refeição. Prefira pratos com carne para acompanhamento.

Um vinho espetacular, maiúsculo, de terroir. O melhor syrah do Brasil, sem dúvida, e um dos grandes do mundo. Com estrutura para mais anos de guarda, mas um vinho pronto. Sem exageros, um dos melhores tintos do Brasil. Uma grande surpresa. Prove!



Comprado na Essen Vinhos, de Florianópolis, em 23/05/2016, custou 145,00 reais. Os vinhos também podem ser adquiridos pelo site da Vinícola.

Um Brinde!
http://www.vinicolaguaspari.com.br/Site/php/home.php



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Bebendo Champagne : Moutard Brut Reserve

'Bebo Champagne quando estou alegre e quando estou triste. Algumas vezes o bebo quando estou sozinha, e, quando estou acompanhada o considero obrigatório. Me divirto com ele se estou sem apetite e o tomo quando estou com fome. Fora isso jamais o toco, a não ser que esteja com sede.'
Elisabeth Bollinger


Iniciando esse post com a célebre frase de Madame Lily Bollinger, uma das citações mais famosas do mundo do vinho, e para o Zucca Gastrô, com um tema bacana demais, muito extenso e prazeroso.

Um dos símbolos da França, o Champagne tem enorme prestígio mundial, estando associado ao glamour, à amizade e às grandes celebrações. É sinônimo de excelência, sofisticação e bom gosto. E, apesar disso, por trás de uma taça de cristal com um excelente vinho borbulhante, há uma história de determinação e coragem de homens e mulheres na luta contra pragas, clima adverso, guerras e invasões.
Parece bastante não é? Pois um professor falou 3 minutos sobre Champagne com seus alunos e encerrou dizendo: - Sobre Champagne ou falamos 3 minutos ou 3 dias!
Tentaremos ser breves, mas nem tanto.

Sobre a Localidade:




Champagne está situada no Nordeste da França, a 150 Kilômetros de Paris, em uma região bastante fria, com um solo calcário muito particular, o que a torna um lugar único no mundo para a produção de vinhos.

A região empresta o nome à bebida, podendo existir somente um Champagne, aquele mesmo produzido ali, naquela pequena região demarcada e que possui um controle rígido sobre a produção do espumante.

 Por ser um importante centro comercial, unindo importantes rotas, teve por causa desta condição sua riqueza e sua desgraça, sendo palco de guerras terríveis, e é considerada a região mais conflagrada da França.






Podemos dizer que o Champagne, esse estranho vinho que fermentava por duas vezes, inventou-se por si só, graças a uma série de circunstâncias peculiares, as quais envolvem inclusive o transporte deste à Inglaterra.

O monge beneditino dom Pierre Pérignon restaurou a adega da Abadia de Hautvillers, e,  grande estudioso das vinhas e dos vinhos, escolhia a composição com a qual eram elaborados os espumantes. Ele desenvolveu a enologia de forma meticulosa e elevou o Champagne a um patamar de qualidade que antes não havia. Palmas para ele!





A Champagne (desta vez é só a bebida gente!) é produzida com 3 castas tradicionais: Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier.

A Chardonnay (uva branca) contribui com os aromas delicados, de notas florais, frutas cítricas, às vezes minerais.

A Pinot Noir (uva tinta) contibui com aromas de frutas vermelhas e imprime sua personalidade ao assemblage, com corpo e potência.

A Pinot Meunier (uva tinta), dá vinhos suaves e frutados, e trazem maciez ao conjunto.


Fazendo um Champagne:

Segundo Christian Pol Roger, proprietário da Maison Pol Roger: "É bem simples: - Para um Brut não safrado: Serão 3 meses fermentando em cuba (1ª fermentação - alcoólica), depois vem a assemblage (mistura dos diferentes vinhos) , 3 anos de envelhecimento na cave, 3 semanas no pupitre (cavalete onde se realiza a remuáge (rotação das garrafas) e 3 meses de repouso após a retirada do depósito.
Durante a segunda fermentação na garrafa, o contato de partículas de leveduras mortas entram em contato com o vinho, (processo chamado autólise). São trocas entre o resíduo e o próprio vinho. Isso confere à bebida força, complexidade, intensidade e até densidade. Assim o vinho adquire personalidade, amadurece. A etapa seguinte consiste em retirar este depósito de leveduras mortas. Assim, as garrafas são postas em estantes a 45°, o depósito de leveduras deslizando em direção à base com a mexida. As garrafas serão abertas para a extração do depósito e adiciona-se licor de expedição em função de sua natureza: Nature, Brut, Demi-sec, Sec, Suave."

Resumindo:

Colheita → Prensagem nos Vinhedos e Transporte → Recepção na Maison → Elaboração do Vinho-Base → Assemblage → Engarrafamento → Segunda Fermentação nas Garrafas →
Maturação nas Borras → Manuseio das Garrafas → Degola (Adição do licor de Expedição)  → Dosagem e Arrolhamento → Rotulagem → Expedição.

A quantidade de açúcar da mistura (licor de Expedição) determina o tipo de Champagne:

Nature: (sem adição de licor)
Extra Brut: Bem seco (até 6 gr/l)
Brut: seco (até 15 gr/l)
Extra-dry: (12 a 20 gr/l)
Sec: Levemente seco (17 a 35 gr/l)
Demi-sec: meio doce (33 a 50 gr/l)
Doux: relativamente doce (acima de 50 gr/l)

Cada Maison imprime um caráter, um padrão no seu estilo de Champagne, visando conquistar um público fiel e personalizando a sua bebida. (Mas, como é de se esperar, muitos desses padrões são comuns a todos, determinados rigidamente pelo CIVC - Associação que representa todas as Maisons, e que zela pela alta qualidade dos vinhos produzidos).

Pierre Taittinger: "Cada fabricante tem seu estilo. Ninguém é melhor do que ninguém. Nós cultivamos as diferenças, mas a mesma exigência de excelência nos aproxima."

As diversas categorias de Champagne:

Blanc de Blancs: Champanhes produzidos com a uva Chardonnay
Blanc de Noirs: Produzidos exclusivamente de uvas com casca escura, vinificadas em branco
Cuvée: uma assemblage, uma mistura, o que todo champanhe é.
Non- Vintage: contém vinhos de mais de um ano
Vintage: vinhos de um único ano



Champagne Moutard Brut Reserve



Champagne produzido com 100% Chardonnay, portanto um Blanc de blancs, vinhas de 10 a 20 anos de idade, 36 meses de envelhecimento na cave com as borras (sur lie).

O Moutard Brut Reserve tem os aromas típicos e que definem o Champagne: Tostado, brioche , frutas secas e amanteigado. Um bouquet elegante e fino.

Gustativamente é seco, delicado, com muito boa acidez e um colchão de espuma macio em boca.
Muito bom como entrada ou com frutos do mar. Álcool a 12% vol.
Atenção à temperatura de Serviço: 8°C.

No Supermercado Angeloni em Florianópolis, custa 189,00 reais (05/08/2016).

http://www.angeloni.com.br/adega/produto.action?grupo=1011&idProduto=2790622




Para encerrar, algumas outras frases sobre Champagne, de cidadãos ilustres e inspirados:

Napoleão Bonaparte: "Na vitória você merece tomar Champagne, na derrota, você precisa dele."

Noël Coward: "Porquê eu bebo Champagne no café da manhã?! Não é o que todo mundo faz?"

Winston Churchill: "Lembrem-se, cavalheiros, não é só pela França que estamos lutando, é pela Champagne também."

Anthelme Brillat-Savarin: "Borgonha faz com que você pense em bobagens; Bordeaux faz com que você fale sobre elas e Champagne faz com que você as cometa."

Remy Krug: "Não se deve reservar o Champagne somente para uma ocasião especial, pois só o fato de abri-lo já torna qualquer ocasião especial."

Paul Claudel: "Senhores, no pequeno momento que nos resta, entre a crise e a catástrofe, nós podemos beber uma taça de champagne."


Para saber mais:
Livros: A Viúva Clicquot - Tilar J. Mazzeo
            Borbulhas Tudo sobre Champanhe e Espumantes - Aguinaldo Záckia Albert
            Vinho e Guerra -  Os Franceses, os Nazistas e a Batalha pelo maior tesouro da França                           (excelente livro, leitura obrigatória)

Deu vontade de provar um Champagne? Desculpem, a intenção era essa mesmo...

Um Brinde! Saúde!
               



domingo, 24 de julho de 2016

Craggy Range Single Vineyard Sauvignon Blanc 2013


O vinho de hoje é um branco da Nova Zelândia, país que vem ganhando enorme prestígio já há alguns anos na produção vinícola, devido aos ótimos brancos produzidos com Sauvignon Blanc e tintos de Pinot Noir, de suas diversas regiões vinícolas, destacando-se Martinborough, Marlborough e Hawke's Bay (na produção de tintos com Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot).

O Craggy Range é um "single Vineyard", de um vinhedo chamado Te Muna Road, na localidade de Martinborough, ao sul da ilha norte daquele país.




Vinho produzido por Craggy Range Vineyards, com 100% de Sauvignon Blanc, 5 meses sobre as lias em aço inox, não passa por madeira para preservar as qualidades da fruta.




De cor amarelo-palha, reflexo verdeal, límpido, brilhante, lágrimas lentas e finas. Delicado e direto no nariz, frutado, com aromas cítricos, de limão siciliano, herbáceo, um toque floral e verdadeiramente mineral. Em boca é principalmente fresco, com boa acidez, harmônico e elegante. Álcool a 13%. Um grande vinho.

Importado para o Brasil pela Decanter e adquirido na loja de Florianópolis, no dia 23/07/2016, custa 225,80 reais. Caro em relação a vinhos de outras regiões do mundo, mas vale muito a experiência e confirma porque esse pequeno país está fazendo tanto sucesso com seus vinhos. 

Harmonizado com sushi, recomendo.

Um brinde!
http://www.nzwine.com